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terça-feira, setembro 08, 2015

Humanidade se escreve com a mão.


  Foto: Shutterstock 

Quando o homem pisou na lua, o mundo comemorou a grande conquista, mas a canção, nem tanto: “Poetas, seresteiros, namorados correi, é chegada a hora de escrever e cantar talvez as derradeiras noites de luar”. Porque sabíamos que, do encantamento natural humano pela descoberta, já pouco restava. Na verdade, a pegada registrada na superfície da lua, cumpria muito mais a função de uma logomarca, evidenciando a posse de quem chegou lá primeiro.

Já bem distante daquele momento histórico, outra notícia, à primeira vista não tão grandiosa, foi anunciada recentemente: “Estados Unidos abandonam a escrita de mão” *. Uma conseqüência natural do progresso na opinião de uns. Um risco para a formação da personalidade na opinião de outros. Para muitos educadores, um prejuízo ao desenvolvimento psicomotor ou, ainda, para os grafólogos, o fim de uma das mais sensíveis técnicas investigativas.

É possível que outros instrumentos como os jogos eletrônicos e tantos aplicativos possam substituir o exercício cerebral demandado pela escrita de mão. E é de se reconhecer também o quanto a digitação pode ser inclusiva para os que não podem se expressar pela escrita cursiva. Porém, há algo que a digitação não poderá reproduzir: a sensação viva de nossa presença. “Ah, isto deve ser da Maria!” ou “Esta letra é do Pedro!” Quantas vezes já não reagimos assim ao deparar com uma anotação num pequeno post it? Nossa letra nos identifica, nos representa, nos aproxima e pode até revelar nosso estado de espírito ao escrever.

Assim, o abandono da letra cursiva simboliza, sobretudo, o fim de outras manifestações sensíveis do homem, tal como ocorreu na grande conquista de 1969: ganhamos a lua, mas perdemos o luar. Prosseguimos ganhando em inovação, mas perdendo em poesia. Na modernização de nosso lazer, ganhamos o esplendor das vitrines dos shoppings enquanto perdemos o cheiro vivo das árvores, do gramado do parque, do suor das crianças extravasando energia e inventividade. Na praticidade das redes sociais, ganhamos o poder de falar com centenas de pessoas todos os dias enquanto perdemos o hábito (e o tempo) de abraçar quem está ao nosso lado. Nos medicamentos avançados, ganhamos a comodidade de ver crianças disciplinadas e atentas, mesmo a assuntos de que nem gostam, enquanto perdemos a aventura de vê-las desabrochar em sua forma única e mostrando a que vieram.

 Foto: Érika Pisaneschi 

Como aprenderão as crianças a entender o que há além das palavras se não puderem imprimir, junto com elas, os garranchos da construção de sua identidade? Enquanto a tecnologia avança, ganhamos mais tempo. Tempo para escrever mais palavras por minuto, apagando nossas falhas e imperfeições. Tempo para sobrepujar o tempo humano que levaríamos para fazer as coisas, eliminando as emoções que “retardam” os prazos sempre para ontem das negociações.



Fonte: Envolverde

quinta-feira, setembro 03, 2015

Cinco dicas para estudar de graça para o Enem.


   Concurso Público 

Para quem quer se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será em 24 e 25 de outubro, algumas opções gratuitas podem complementar os estudos e ajudar na revisão dos conteúdos. Assistir a videoaulas disponíveis na internet, fazer edições passadas das provas ou participar de grupos de estudos em redes sociais são algumas das alternativas sugeridas por professores como métodos eficazes e acessíveis para os alunos.

A internet dispõe de várias ferramentas gratuitas que podem ser valiosas na reta final. Para quem não dispõe de acesso em casa, os especialistas sugerem utilizar locais públicos, como bibliotecas ou centros culturais, que têm a conexão aberta. "Vejo que, quando o aluno tem o interesse, ele consegue esses mecanismos para estudar e se preparar para o processo seletivo", diz Rubenilson Cerqueira, vice-presidente do cursinho gratuito Galt Vestibulares, do Distrito Federal.

Cinco formas gratuitas de se preparar para o Enem

Aulas gratuitas na internet

Assistir a aulas gratuitas na internet é uma das dicas de Otávio Auler, coordenador-geral do cursinho gratuito Pró Universidade, de Santa Catarina. A oferta desse tipo de conteúdo tem crescido, e o estudante pode encontrar aulas sobre diversas disciplinas, de atualidades e com dicas de como fazer uma boa redação. Entre os canais sugeridos pelo coordenador estão o de educação do Youtube, a Khan Academy, o site Aula ao Vivo e o Aulalivre.net.

 Provas de edições anteriores

Outra opção que o estudante tem para se preparar sem ter gastos é responder as questões de provas de edições passadas do Enem. “Fazer as provas anteriores é importante para organizar o tempo, identificar as dificuldades, os pontos fortes e fracos. As provas estão no site do Inep e o estudante pode imprimir ou fazer na própria tela do computador, em smartphones, usando o computador de uma lan house”, diz Otávio Auler.

Grupos de estudos nas redes sociais

Para quem está com foco nos estudos, as redes sociais podem se tornar uma ferramenta para aprender. O coordenador do Pró Universidade conta que alunos têm criado grupos de estudos no WhatsApp e no Facebook, em que os participantes trocam exercícios, formam grupos para estudar matérias específicas e compartilham experiências de estudo.

Simulados online

Outra alternativa para quem quer estudar e está com o orçamento apertado são os simulados na internet, que, com a proximidade da data do Enem, são disponibilizados em sites de cursinhos, de escolas e de grupos de comunicação. “Os simulados não só permitem aos alunos se posicionar na escala de notas como orientam sobre as lacunas de informação, o que eles não conhecem. Os simulados podem ajudar também a orientar um programa de estudo”, disse o mestre e doutor em educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Álvaro Chrispino.

Aulas gratuitas

Muitos cursinhos oferecem aulas gratuitas abertas para o público em geral, uma oportunidade para aprender e revisar conteúdos já estudados. Há ainda os cursinhos populares que oferecem aulas gratuitas para alunos de escolas públicas – uma forma de preparar estudantes que não teriam acesso a esse serviço em função dos preços cobrados pelos preparatórios. “Muitos que não têm condições de pagar um cursinho podem ter dificuldades para ter acesso ao material de qualidade e para organizar uma grade de estudo. Isso fica mais fácil quando se tem acompanhamento”, destacou Rubenilson Cerqueira, vice-presidente do cursinho gratuito Galt Vestibulares.

 

 

Fonte: VejaAbril 

sexta-feira, agosto 28, 2015

Receita Federal planeja lançar concurso com 5.000 vagas.

A Receita Federal do Brasil (RFB) divulgou uma boa notícia para que deseja muito participar do concurso do órgão. Ao invés de “apenas” 2.000 vagas, foram solicitadas 5.000 oportunidades ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

As 2.000 ofertas citadas anteriormente referiam-se somente ao cargo de auditor-fiscal. No entanto, há outras 3.000 vagas sendo requisitadas para a função de analista-tributário.

Os postos de auditor-fiscal e analista-tributário exigem diploma de graduação. De acordo com a tabela de remuneração dos servidores federais de 2015, os salários vigentes oferecidos correspondem a R$ 16.116, 64 e R$ R$ 9.629,42, respectivamente, já incluindo o auxílio alimentação no valor de R$ 373.

De acordo com coordenadoria de gestão de pessoas (Cogep) da RFB, as oportunidades solicitadas ao MPOG refletem a necessidade do órgão, porém não se sabe quantas vagas serão de fato autorizadas pelo Planejamento.

Certificado de ensino médio é o requisito para disputar a ocupação de assistente administrativo da Receita Federal. O profissional que atua neste emprego recebe R$ 3.050,82 por mês.

Para concorrer às colocações de analista administrativo é necessário curso superior e o salário vigente para a função corresponde a R$ 4.244,62.



Fonte: Opovo

quarta-feira, agosto 26, 2015

Cinturão de fibra ótica leva internet veloz a escolas do Ceará.


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O estado do Ceará vivia, até 2008, um problema comum a muitas administrações públicas brasileiras. Gastos com telecomunicação sufocavam o orçamento enquanto a infraestrutura caminhava a passos lentos e se mostrava insuficiente para acompanhar a digitalização de serviços públicos — entre eles a educação — e atrair empresas do setor privado.

O gargalo começou a ser resolvido no final de 2011, quando entrou em operação, após quatro anos de obras, o Cinturão Digital do Ceará, uma iniciativa de R$ 78 milhões que liga 49 cidades do estado a uma estrada de 2.500 km de internet de alta velocidade via fibra ótica. O projeto foi custeada por investimento do Tesouro do Estado do Ceará, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e de crédito oriundo do Banco Mundial.

O tronco que hoje passa por 345 escolas da rede estadual tira vantagem da posição da capital do estado, segundo conta Fernando Carvalho, ex-presidente da ETICE (Empresa de Tecnologia da Informação do Estado do Ceará). “A gente sempre soube que aqui fica o ponto de entrada e de saída dos cabos para a América Latina, o que faz de Fortaleza uma região estratégica por estar na mesma distância dos EUA, da Europa e da África”.

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O governo gastava R$ 32 milhões por ano em serviços de telecom e a gente viu que o retorno do investimento em infraestrutura viria em apenas dois anos.

Segundo Carvalho, que também é professor do departamento de computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), a outra vantagem evidente era de ordem financeira. “O governo gastava R$ 32 milhões por ano em serviços de telecom e a gente viu que o retorno do investimento em infraestrutura viria em apenas dois anos”, analisa.

O embrião do cinturão começou com o projeto da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) chamado GigaFOR, em 2007, que consistia em uma rede de 54 km para conectar universidades e instituições de pesquisa na região metropolitana de Fortaleza. Em um acordo com o governo do estado, que se responsabilizou pela manutenção da infraestrutura em troca do uso para instituições públicas
Para dar conta da cobertura de 82% da população urbana do estado, na segunda fase teve início a expansão da rede para o interior. Isso só foi viável com a instalação de antenas da tecnologia Wimax (sistema de transmissão via rádio), que oferecem banda larga sem fio em 24 cidades. A partir da terceira fase, prefeituras do interior puderam oferecer planos de 1 Mbps (megabit por segundo) por R$ 29,90 (em 2006, o preço era de R$ 600). A quarta fase, em andamento, abre a possibilidade de que prestadoras de serviço de telefonia compartilhem o direito de uso das fibras óticas e também arquem com parte de sua manutenção.

No estudo “Infraestrutura de comunicação para a governança e o desenvolvimento: o cinturão digital do Ceará”, Carvalho compara a nova infraestrutura de internet a uma rodovia com pedágio, “onde todos que possuem um serviço a oferecer podem transitar”. Para usar a estrada, o usuário – pessoa física ou jurídica – terá que pagar cota de manutenção, que cobrirá os custos de manutenção e expansão da rede. Com isso, a manutenção e a expansão estarão livre da dependência por recursos públicos.”

Como a internet chega às escolas

Antes de receber o fôlego extra e uma banda larga de fato, as escolas tinham à disposição entre 1 e 2 Mbps fornecidos pela operadora Oi dentro do Plano Banda Larga nas Escolas. “Com o cinturão, hoje, além do serviço disponibilizado pelo Projeto Banda Larga, temos 138 escolas com cerca de 60 Mbps”, afirma Betânia Raquel Gomes, coordenadora de Aperfeiçoamento Pedagógico da Seduc (Secretaria da Educação do Ceará). A previsão do governo é que o sinal de Wi-Fi alcance todas as salas de aula.


No projeto, cada escola recebe quatro pontos de acesso, que são instalados por técnicos de Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação. As escolas que já estão preparadas aproveitam de forma mais plena recursos digitais que antes eram inalcançáveis dada a instabilidade e lentidão da rede. “A utilização de videoconferências e os cursos promovidos pelo Centro de Educação a Distância são exemplos do impacto do cinturão”, diz a representante da Seduc.

Antigamente, as escolas tinham uma conexão entre 5 Mbps e 15 Mbps, que eram muito lentas e caíam.

Para ajudar professores e estimular o uso de tecnologia em sala de aula, o estado criou uma rede de formadores distribuída nas 23 coordenadorias regionais e na superintendência das escolas estaduais. Com isso, alunos já têm experimentado o uso de videoaulas, cursos online e plataformas de aprendizado.

“Antigamente, as escolas tinham uma conexão entre 5 Mbps e 15 Mbps, que eram muito lentas e caíam. Passávamos muito tempo sem internet pela necessidade de manutenção frequente”, descreve Eliseu Paiva, diretor da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dr. César Cals, que tem 1.500 alunos divididos em 36 turmas.

“Nós temos três laboratórios de informática com 20 computadores e mais 40 notebooks que podem ser levados para a sala de aula quando o professor solicita”, diz Paiva, que defende que “sem internet, o computador é só um instrumento sem muita função”.
Na escola, acontecem as aulas interdisciplinares chamadas de Núcleo de Trabalho, Pesquisa e Práticas Sociais, em que alunos preparam projetos ao longo do ensino médio (veja exemplos no Especial Competências Socioemocionais). “Nossas turmas têm de 35 a 40 alunos e os alunos sentam em dupla nos laboratórios. Os 60 Mbps ainda não são o ideal, mas comparando com o que a gente tinha, melhorou muito”, diz.


Em Fortaleza, o link dedicado com 60 Mbps de velocidade deve chegar a todas as escolas até dezembro. Para os próximos anos, o objetivo do projeto do Cinturão Digital do Ceará é aproveitar a malha já existente e ligar por fibra 100% das escolas da região metropolitana. No interior, a infraestrutura de rádio deve ser trocada por fibra, porque além da limitação de velocidade para 11 Mbps, existe um risco de oscilação no sinal de conexão. “À medida que existe uma demanda das prefeituras para contratar fibra para os órgãos públicos, o projeto fica mais barato para nós da Seduc também”, diz Giovani Campelo, gestor de tecnologia da informação da Seduc.



Fonte: Porvir